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Abas primárias

23/01/2012 - 12:00

Proporcionar a ressocialização, por meio da capacitação profissional, de egressos e albergados do Sistema Penal do Estado é o objetivo do projeto “Cultivando Flores e Vidas”, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Casa Civil da Governadoria e Superintendência do Sistema Penal (Susipe). Na manhã desta segunda-feira, 23, foi dado início ao segundo módulo do curso, que acontece na Central de Abastecimento do Pará (Ceasa), outra parceira do projeto. Nesta etapa os alunos recebem aulas de empreendedorismo.
 
Com duração de um ano, o curso é divido em quatro módulos. O primeiro, sobre cidadania e postura profissional, terminou no dia 16. A capacitação segue nos próximos 11 meses, ainda com aprendizados sobre manejo e mercado de flores. “O objetivo é qualificar mão de obra para o mercado de flores em nível nacional. Ao final serão fornecidos produtos a sociedade, como flores e plantas ornamentais, além de serviços de jardinagem e paisagismo”, explica a coordenadora do projeto pela Emater, Sandra Filgueiras.
 
Aos alunos, o superintendente da Susipe, tenente coronel André Cunha, destacou que a floricultura é um mercado em potencial no Estado. “Nós temos toda a estrutura para receber grandes eventos, mas somos carentes de alguns insumos, dentre eles de decoração. Esse é um mercado com grandes oportunidades. Mas é preciso vontade e foco ao longo desse período de treinamento e de produção para que depois vocês possam continuar por conta própria”, afirmou.
 
 
Alecsandro Cordeiro, 27 anos, está cumprindo pena no regime semi-aberto e vê no projeto uma forma de garantir o sustento da família. “Essa é uma ótima oportunidade, ainda mais para quem, como nós, está saindo agora do sistema (penal) e infelizmente ainda é muito discriminado na hora de ingressar no mercado. Essa capacitação nos proporciona uma forma honesta de trabalhar e sustentar nossas famílias”, afirmou.
 
 
 
Assim como ele, Luiz Figueiredo também cumpre o regime semi-aberto. Aos 27 anos, Luiz é pai de duas crianças e sonha em montar seu próprio negócio. “Minha expectativa é poder ter uma fonte de renda. Não só eu, mais como todos meus colegas que estão aqui, estamos motivados e vendo essa qualificação como uma forma de mudar de vida”, disse.  
Texto: Amanda Engelke – Secom

Fonte: www.agenciapara.com.br